Cruzeiro de Navio – Austrália – Vanuatu – Nova Caledônia

15 de agosto de 2016 por Keylla Victor
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Cruzeiros sempre funcionaram muito bem para nós, excelente relação custo – beneficio principalmente para as famílias que viajam com crianças.  Desde que a Lara tinha dois aninhos viajamos de navio. Alimentação, transporte e excelente hotelaria… os cruzeiros são hoje opção para quem não quer carregar malas e quer fugir da loucura dos aeroportos lotados.

O ROTEIRO:

  • Sydney
  • Mar
  • Mar 
  • Mar
  • Port Villa (Vanuatu)
  • Champagne Bay (Vanuatu)
  • Mar
  • Mystery Island (Vanuatu)
  • Maré (Nova Caledônia)
  • Mar
  • Nouméa (Nova Caledônia)
  • Sydney

Este roteiro sempre esteve em meus planos, mas (viajar é uma questão de oportunidade), e a as oportunidades acabavam nos levando sempre para outros lados.

Acabei conseguindo conciliar tudo , fazer dar certo e nosso Reveillon 2015/2016 foi passado a bordo do “Radiance of the Seas”, um navio de porte médio da Royal Caribbean, atualmente uma das maiores empresas de Cruzeiros do mundo.

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O NAVIO: 

O Radiance of the Seas foi ao mar em 2001 e sofreu grande reforma em 2011, ganhando 08 restaurantes, incluindo um restaurante Japonês e uma Churrascaria Brasileira (nenhuma das carnes oferecidas no cardápio inspiravam confiança rsrs).

Radiance of the Seas.
Radiance of the Seas.

 

Trata-se de um navio de porte médio, com 12 decks (já viajamos em navios menores e em navios muito maiores também), ele tem  capacidade  para 2112 passageiros  e 894 tripulantes.

O navio consegue ser grande, mas não tão grande a ponto de perder sua atmosfera intimista, é bastante aconchegante e fácil de se locomover dentro dele.

Interior do navio. Lobby principal.
Interior do navio. Lobby principal.
Elevadores internos.
Elevadores internos.
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Recepção oferecida aos passageiros que viajaram mais de 3 vezes pela Royal Caribbean. Tem gente que já viajou mais de 90 vezes.
Elevadores panorâmicos internos.
Elevadores panorâmicos internos.

A piscina é sempre movimentada com um telão de cinema exibindo bons clips de músicas e bandas ao vivo em alguns horários.

Como já é de praxe nos navios,  todas as refeições já estavam inclusas, sempre com muita fartura e boa qualidade, o que acaba variando são as bebidas consumidas a bordo,neste caso, fica a critério do passageiro adquirir um pacote de bebidas (o passageiro paga um valor por dia,  e tem consumo ilimitado das bebidas permitidas naquele determinado pacote) ou pode pagar por cada bebida consumida. -Nós optamos por pagar um pacote simples para a Lara, com bebidas não alcoólicas ilimitadas; e nós pagamos o que consumíamos a parte, além de não sermos grandes bebedores de cerveja, eu levei várias garrafas de vinho e espumantes que comprei no Free Shop da África do Sul, dentro da mala rsrs.

Já era de se esperar… nós éramos os únicos brasileiros a bordo, mas o que me chamou a atenção é que em outros cruzeiros que fizemos pela Ásia, Nova Zelândia e até mesmo pelo Caribe, os navios têm sempre uma população de passageiros bastante internacional, vinda de todos os lugares do mundo, mas este tinha 95% dos passageiros Australianos, o que foi ótimo, os Australianos são sempre muito simpáticos e animados.

Fazer amigos a bordo, uma das maiores diversões da Lara.
Fazer amigos a bordo, uma das maiores diversões da Lara.

Na programação do Radiance estão incluídas duas “Noites Formais” ( levem a sério a palavra formal, pois eles se arrumam mesmo). Durante o dia as vestimentas são leves e casuais. O público alvo de um navio como este, são famílias e pessoas acima de 30 anos, solteiras ou não, que procuram férias movimentadas sem gastar muito.

Happy 2016.
Happy 2016.
Noite de Reveillon. Mais animada que imaginávamos.
Noite de Reveillon. Mais animada que imaginávamos.
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Equipe de Entretenimento muito animada.

DICAS SECRETAS NA HORA DE ESCOLHER SUA CABINE:

  • Se você sofre com os enjoos em alto mar, prefira as cabines nos decks mais baixos e no centro do navio, elas são sempre mais estáveis, quer dizer, tendem as balançar menos.
  • Se você quer sossego, fuja das cabines perto dos elevadores, as do deck da piscina,  também são as mais barulhentas, pois são áreas de passagem frequente de hóspedes e tripulação, fora a arrastação insuportável das cadeiras e mesas.
  • Outras que também podem ser problemáticas são as que ficam nos decks mais baixos e próximas a  proa do navio, pois a casa de máquinas fica bem perto.
Partido do porto de Sydney, esta era a vista da nossa cabine.
Partido do porto de Sydney, esta era a vista da nossa cabine.
Escolher uma cabine externa com varanda tem suas vantagens.
Escolher uma cabine externa com varanda tem suas vantagens.

OS PORTOS:

  • Port Vila – Vanuatu

Como a Lara (minha filha), já contou no post dela sobre a capital do arquipélago de Vanuatu, não foi nossa melhor parada, o clima não ajudou e a cidade… (pra quem não leu, corre lá!) A Lara fala dobre Vanuatu.

Chegando em Port Vila - Vanuatu
Chegando em Port Vila – Vanuatu
Port Vila - Vanuatu
Port Vila – Vanuatu.
Mercado Municipal de Port Vila
Mercado Municipal de Port Vila.
  • Champane Bay – Vanuatu

Trata-se da praia mais famosa do Arquipélago de Vanuatu que fica na Ilha de Espírito Santo, o lugar é absolutamente lindo, o mar azul turquesa que contrasta com uma areia tão fina que chega a ser rosada e a vegetação praticamente intocada ao redor, é a mais fiel descrição do paraíso.

Para nós um dia perfeito, algumas poucas barraquinhas vendiam bebidas e artesanatos locais, para mim o auge foi comer lagostas e caranguejos pescados na hora, cozido em fogueiras improvisadas e servidos nas folhas de bananeiras…um banquete dos Deuses.

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Chanpagne Bay - Vanuatu
Chanpagne Bay – Vanuatu

 

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Paulista fica na praia até o ultimo raio de sol rsrsr.

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Para mim a melhor refeição das férias!!
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Tudo pescado na hora, e cozido em uma fogueira improvisada.
Embrulhado em folhas de bananeiras.
Embrulhado em folhas de bananeiras.
Pensa em alguém feliz.
Pensa em alguém feliz.

 

  • Mistery Island – Vanuatu

Uma ilhota inabitada bem na pontinha do Arquipélago de Vanuatu, Mistery Island é perfeita para nadar e para  quem quer observar o fundo do mar com seu snorkel.

Levamos 20 minutos a pé,  para percorrer toda a circunferência desta ilha, que costumava ser ponto de parada dos navios de guerra das Forças Aliadas durante a segunda guerra mundial.

Banheiros improvisados e algumas barracas foram montadas no centro gramado da ilha, onde alguns habitantes da ilha mais  próxima (Anaton), vem vender seu artesanato.

O Caldeirão dos Canibais.
O Caldeirão dos Canibais.
Mesma ilha, paisagens diferentes
Mesma ilha, paisagens diferentes.
 Mistery island - Vanuatu
Mistery island – Vanuatu.
 Mistery Island - Vanuatu
Mistery Island – Vanuatu.

Mistery Island
Mistery Island.

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  • Maré – Nova Caledônia

Todo arquipélago é possessão francesa, por isso bem mais desenvolvido que Vanuatu. Maré é rodeada por uma grande barreira  de corais e que apesar das visitas constantes, permanece muito bem preservada, graças a leis e regras que restringem a visitação por parte de turistas.

Logo no porto, não observamos costumeira movimentação de taxistas e guias turísticos que tentam ganhar alguns dólares com o turismo, ónibus credenciados transportam os passageiros de forma gratuita até uma praia chamada Yejele Beach à mais ou menos 1 hora do porto absolutamente MARAVILHOSA.

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Yejele Beach – Nova Caledônia.

Dispensa Legenda.

 

  • Nouméa -Nova Caledônia.

Mais conhecida como a “Riviera Francesa do Pacífico Sul”, Nouméa é a mais francesa das cidades do Arquipelago, cheia de cafés e restaurantes a capital da Nova Caledônia, é o destino perfeito para quem curte cultura e gastronomia.

Nós optamos por um passeio, bastante popular  até uma ilha conhecida como  “Amadee Light House “, não nos arrependemos, pois trata-se de uma pequena ilha inabitada e  de preservação ambiental com um lindo farol no centro.

Uma parte desta ilha, é explorada por uma empresa que diariamente transporta sua equipe de funcionários,  para dentro e fora da ilha oferecendo uma boa infra estrutura aos turistas.

Uma curiosidade muito interessante sobre esta ilha, são as cobras que estão por toda parte, sim…elas são venenosas. Mas calma… as presas, com o veneno estão na garganta do animal, quer dizer, se você não colocar seu dedo dentro da garganta de uma delas, você definitivamente não corre perigo. Mas para quem tem pânico de cobras, eu realmente desaconselho este passeio pois as cobras ficam dentro e fora da agua.

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O Farol de Amadee Light House.
O Farol de Amadee Light House.
A Agua é sempre assim...
A Agua é sempre assim…
As cobras em Amadee Light House estavam por toda parte.
As cobras em Amadee Light House estavam por toda parte.

 

 

INFORMAÇÕES PRÁTICAS:

O AÉREO: A Rota mais popular para se chegar a Austrália é usando os voos da Quantas (Cia. Australiana) que voa em parceria com a LATAM via Santiago do Chile direto para Sidney.

Outra rota que vem se popularizando é a da Air New Air New Zeland (Cia Neo Zelandeza) que sai de Buenos Aires, com escalas em Auckland na Nova Zelândia e depois voa para Austrália.

Usei uma rota meio doida, com a South African Airways mas era a de melhor preço, saímos de Guarulhos para Johanesburgo (África do Sul), são 8 horas até lá, a conexão não é imediata, então no post te dou a dica do que fazer nestas horas em Johanesburg. De lá seguimos para Perth na Austrália (9 horas até Perth) e de Perth até Sydney (mais 4 horas). Cansei só de contar rsrsr.

PASSAPORTES E VISTOS: É necessário visto para entrar na Austrália,  você precisa de passaporte com validade mínima de 6 meses, e pode fazer todo o processo de visto pela internet. Segue o link: Australian Visa

O CRUZEIRO: Quem leva é a Royal Carebbean, mas todos os anos os roteiros e datas de saída se alteram, portanto vale consultar com bastante antecedência para se planejar, escolher bem sua cabine e pagar um preço razoável. Pode comprar pelo site deles ou pelo telefone, eles parcelam no cartão de crédito também.

 

 

 

 

 

 

 

 

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